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11/04/2008: "Especialistas da América Latina e Caribe se reúnem na Embrapa para discutir recursos genéticos animais"
Especialistas de 12 países da América Latina e Caribe estão reunidos na Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília, DF, até o próximo domingo, dia 13 de abril, com o objetivo de discutir os rumos para a pesquisa de recursos genéticos animais. O evento é uma iniciativa da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e o Brasil foi o país escolhido para sediá-lo por ser o mais adiantado nas pesquisas na região que compreende a América Latina e Caribe.
As pesquisas na área de recursos genéticos animais têm como objetivo principal assegurar a conservação de raças locais ou naturalizadas de animais de interesse agropecuário. Muitas dessas raças, que incluem bovinos, eqüinos, caprinos, suínos, ovinos, asininos e bubalinos, estão ameaçadas de extinção pela substituição por outras consideradas mais produtivas ao longo dos séculos. O desaparecimento dessas raças, muitas vezes seculares, poderia representar a perda de um inestimável material genético, já que possuem características de adaptabilidade e rusticidade adquiridas com o decorrer do tempo, que têm muito potencial para programas de melhoramento genético animal, como resistência a doenças e estresses climáticos, por exemplo.
Diante da importância de conservar esses recursos genéticos animais, a FAO coordena o Plano Global de Ação para Recursos Genéticos Animais, que inclui cerca de 200 países em todo o mundo. De acordo com levantamento realizado pela Organização, existem no mundo 7.616 raças de animais domésticos de interesse para a pecuária, das quais 690 já estão extintas.
O pesquisador Arhur Mariante, ponto focal da FAO para América Latina e Caribe, e a representante da FAO, Irene Hoffman. Segundo a coordenadora do Plano de Ação, a representante da FAO na Itália, Irene Hoffman, que está participando do evento no Brasil, esse número foi levantado a partir de relatórios enviados pelos países. O risco de extinção global estimado pela FAO é de 20%, sendo que o perigo é mais iminente nos países de primeiro mundo, nos quais a diversidade genética está desaparecendo mais rapidamente.
Hoffman explica que a divisão por regiões facilita o trabalho da FAO em identificar problemas e tentar soluciona-los. O ponto focal da FAO para a região que compreende os países da América Latina e Caribe é o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Arthur Mariante e, de acordo com a representante da FAO, “O Brasil foi escolhido para sediar o evento regional por ser o mais avançado nas pesquisas na área de conservação de recursos genéticos animais nessa região”.
Entre as prioridades do Plano Global de Ação coordenado pela FAO estão a cooperação internacional entre países para garantir o aporte de recursos financeiros, o fortalecimento das políticas públicas das nações envolvidas, o incremento à formação de redes entre os participantes do processo, como instituições de pesquisa, universidades, entre outros, e o treinamento dos pesquisadores e técnicos que desenvolvem trabalhos na área de recursos genéticos animais.
Agregação de valor e união: fundamentais para a conservação animal
Outro ponto importante levantado pelo representante da Bolívia foi a necessidade de identificar nichos de mercado para os produtos derivados das raças locais ou naturalizadas. Segundo ele, essa é uma forma bastante eficiente de agregar valor e ressaltar a importância desses animais para a sociedade em geral. Com relação a essa questão, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Arthur Mariante, afirma que isso já vem sendo feito no Brasil, especialmente com a ovelha crioula lanada.
Hoffman destaca ainda como fundamental para o sucesso da conservação das raças de animais domésticos ameaçadas de extinção a interação cada vez mais forte com as associações de criadores. No Brasil, isso também já vem sendo feito com êxito, como afirma Mariante, o que resultou na garantia de conservação de raças bovinas, como a Caracu e Crioulo Lageano, que já estão praticamente livres do risco de desaparecimento, graças à união entre a Embrapa, associações de criadores e universidades.
O evento se estende até o próximo domingo, dia 13 de abril, quando os participantes visitam o Campo Experimental Sucupira, da Embrapa, onde encontram-se diversos animais que compõem o Programa de Conservação da Empresa, incluindo bovinos, eqüinos, caprinos, suínos, ovinos e asininos. Eles vão conhecer também as pesquisas de biotecnologia da reprodução animal que resultaram no nascimento dos primeiros clones bovinos da América Latina.
As pesquisas na área de recursos genéticos animais têm como objetivo principal assegurar a conservação de raças locais ou naturalizadas de animais de interesse agropecuário. Muitas dessas raças, que incluem bovinos, eqüinos, caprinos, suínos, ovinos, asininos e bubalinos, estão ameaçadas de extinção pela substituição por outras consideradas mais produtivas ao longo dos séculos. O desaparecimento dessas raças, muitas vezes seculares, poderia representar a perda de um inestimável material genético, já que possuem características de adaptabilidade e rusticidade adquiridas com o decorrer do tempo, que têm muito potencial para programas de melhoramento genético animal, como resistência a doenças e estresses climáticos, por exemplo.
Diante da importância de conservar esses recursos genéticos animais, a FAO coordena o Plano Global de Ação para Recursos Genéticos Animais, que inclui cerca de 200 países em todo o mundo. De acordo com levantamento realizado pela Organização, existem no mundo 7.616 raças de animais domésticos de interesse para a pecuária, das quais 690 já estão extintas.
O pesquisador Arhur Mariante, ponto focal da FAO para América Latina e Caribe, e a representante da FAO, Irene Hoffman. Segundo a coordenadora do Plano de Ação, a representante da FAO na Itália, Irene Hoffman, que está participando do evento no Brasil, esse número foi levantado a partir de relatórios enviados pelos países. O risco de extinção global estimado pela FAO é de 20%, sendo que o perigo é mais iminente nos países de primeiro mundo, nos quais a diversidade genética está desaparecendo mais rapidamente.
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Entre as prioridades do Plano Global de Ação coordenado pela FAO estão a cooperação internacional entre países para garantir o aporte de recursos financeiros, o fortalecimento das políticas públicas das nações envolvidas, o incremento à formação de redes entre os participantes do processo, como instituições de pesquisa, universidades, entre outros, e o treinamento dos pesquisadores e técnicos que desenvolvem trabalhos na área de recursos genéticos animais.
Agregação de valor e união: fundamentais para a conservação animal
Outro ponto importante levantado pelo representante da Bolívia foi a necessidade de identificar nichos de mercado para os produtos derivados das raças locais ou naturalizadas. Segundo ele, essa é uma forma bastante eficiente de agregar valor e ressaltar a importância desses animais para a sociedade em geral. Com relação a essa questão, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Arthur Mariante, afirma que isso já vem sendo feito no Brasil, especialmente com a ovelha crioula lanada.
Hoffman destaca ainda como fundamental para o sucesso da conservação das raças de animais domésticos ameaçadas de extinção a interação cada vez mais forte com as associações de criadores. No Brasil, isso também já vem sendo feito com êxito, como afirma Mariante, o que resultou na garantia de conservação de raças bovinas, como a Caracu e Crioulo Lageano, que já estão praticamente livres do risco de desaparecimento, graças à união entre a Embrapa, associações de criadores e universidades.
O evento se estende até o próximo domingo, dia 13 de abril, quando os participantes visitam o Campo Experimental Sucupira, da Embrapa, onde encontram-se diversos animais que compõem o Programa de Conservação da Empresa, incluindo bovinos, eqüinos, caprinos, suínos, ovinos e asininos. Eles vão conhecer também as pesquisas de biotecnologia da reprodução animal que resultaram no nascimento dos primeiros clones bovinos da América Latina.






